quarta-feira, 14 de novembro de 2012

MINISTRO DA JUSTIÇA CRITICA AS PRISÕES BRASILEIRAS


ZERO HORA 14 de novembro de 2012 | N° 17253

SISTEMA CARCERÁRIO


Cardozo critica as prisões brasileiras. Ministro da Justiça diz que prefere morrer a cumprir pena em presídios

Um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter condenado o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu a 10 anos e 10 meses de prisão, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse, em palestra a empresários, que preferiria morrer a cumprir pena em um presídio brasileiro. – Se fosse para cumprir muitos anos na prisão, em alguns dos nossos presídios, eu preferia morrer.

Aafirmação foi uma resposta a um questionamento sobre a adoção da pena de morte e da prisão perpétua no Brasil.

– Entre passar anos em um presídio brasileiro e perder a vida, eu talvez preferisse perder a vida – acrescentou, ao ser novamente indagado sobre o assunto pelos jornalistas.

Em seguida, o ministro disse ser contrário a ambas penas, explicando que é necessário melhorar o atual sistema prisional, em vez de adotar essas medidas. Cardozo ressaltou ainda que as condições dos presídios brasileiros geram violações aos direitos humanos e que a pena de morte não teria eficácia como medida de combate à violência.

– Precisamos de um bom sistema, com reinserção social, e não prisão perpétua ou pena de morte – disse o ministro da Justiça, durante evento organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

Cardozo descreveu o sistema prisional brasileiro como “medieval”, que não só “desrespeita os direitos humanos como também não possibilita a reinserção”.

Durante palestra, Cardozo foi questionado sobre um possível corte do indulto natalino aos presos neste ano.

– O indulto não é um erro, em princípio. Pode ser um erro de execução. Eu nunca posso atacar um princípio porque a execução é errada – afirmou.

Recentemente, foram divulgados na imprensa nomes de presos com suposta ligação com à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) que tiveram benefício de saída temporária e não retornaram à prisão.

O ministro também disse ser contrário à redução da maioridade penal. Ele defendeu ainda a necessidade do desarmamento da sociedade e descreveu as penitenciárias brasileiras como “verdadeiras escolas do crime”.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA- Não entendi. A autoridade responsável pelas questões de ordem pública vem a público criticar as prisões brasileiras, cuja responsabilidade é sua e do Poder que representa. Deveria sim apresentar soluções, pois a situação todo mundo conhece e é divulgada todos os anos na mídia em todos os canais e reportagens especiais. Já estamos cansado de oratória e choro. Esta na hora de partir para a ação.

Nenhum comentário: