terça-feira, 18 de novembro de 2014

APENADO DO SEMIABERTO PULA O MURO DO ALBERGUE



DIÁRIO GAÚCHO 17/11/2014 | 18h47

Vanessa Kannenberg

Foto: apenado é flagrado pulando muro de albergue em Gravataí. Detento do regime aberto foi capturado pela Brigada Militar cerca de 15 minutos depois



Detento recebeu um pano para evitar a cerca e pulou de cerca de três metros Foto: Felipe Mendes / Arquivo pessoal



Dentro do Instituto Penal de Gravataí (IPG), os apenados passavam por revista rotineira. Do lado de fora, no pátio, um deles pulava o muro lateral do albergue. Ignorando a altura de cerca de três metros e o arame farpado recém-instalado, por volta das 15h desta segunda-feira, Everton Luiz Coelho da Silva utilizou um pano que lhe foi jogado para se proteger da cerca e fugiu.

Antes de pular, do alto do muro, ele se virou para os detentos que estavam na cadeia e fez sinal de ok com o dedão. Quem conta é um assessor de imprensa de um vereador da Câmara de Vereadores, que fica ao lado do albergue.



— Eu estava na janela, falando ao telefone, quando vi ele subindo o muro. Minha colega ainda comentou “ele deve estar trabalhando na cerca”, mas eu respondi “não pode ser, ele está muito arrumado” — conta Felipe Mendes, que enviou fotos pelo Facebook da Zero Hora.

De fato, o detento usava camiseta, calça jeans e tênis. Dando-se conta do que acontecia, Mendes interrompeu a ligação e começou a fotografar.

— A gente achou até engraçado, porque ele parecia muito tranquilo. Além de fazer o ok para os presos, ele pulou e saiu caminhando bem de boa, nem correu — detalha o assessor.



Cerca de 15 minutos depois da fuga, alertada pelos funcionários da Câmara, a Brigada Militar capturou o fugitivo, que estava a pé e com uma mochila nas costas, próximo da ERS-118. Depois de ser apresentado à Polícia Civil, foi encaminhado ao Presídio Central de Porto Alegre.

Para a administradora do instituto penal, Janaína Guntzel, a fuga do detento surpreendeu:

— Esse preso especificamente é muito tranquilo e comportado. Ele é do regime aberto (quando o apenado passa as noites e finais de semana no albergue e trabalha no horário comercial), em que é difícil ocorrer fugas.


Segundo ela, o arame farpado foi colocado justamente na área onde houve a fuga há apenas duas semanas. O objetivo é dificultar que os presos fujam. Atualmente, o albergue de Gravataí está com uma população carcerária de 66 detentos, mas a capacidade é para 60. Do total, apenas 15 não estão empregados.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

UM CELULAR PARA CADA PRESO



ZERO HORA 10 de novembro de 2014 | N° 17979


CLÁUDIO BRITO*



Tenho consciência de que vai causar estrépito e, em muitos, indignação.

Nem por isso deixarei de expor o que é meu pensar a respeito do uso de celulares por apenados nas cadeias. Sugiro há bom tempo que os condenados recebam permissão ao porte, transporte e uso de aparelhos de telefonia móvel enquanto estiverem recolhidos. Com a advertência de que seriam monitorados ininterruptamente.

Mais ainda, em cada presídio haveria uma sala de informática, com acesso à internet, também sob controle da navegação. Desconheço meio melhor para que muitos crimes sejam evitados ou, quando ocorridos, também acarretem punição aos culpados, pois certamente identificados seus autores.

Pergunto: existe alguma investigação sem interceptação e escuta? O que ainda agora permitiu a descoberta das atividades de uma quadrilha de ladrões de automóveis comandada pelos celulares, na conexão constante de seu líder, segregado em uma cela de segurança máxima? A escuta que policiais realizaram, certamente sob autorização judicial.

Ninguém faz outra coisa quando investiga. A ordem é escutar. Então, adequado que os presos tenham seus telefones para que sejam ouvidos em seus colóquios, restando seus passos e os de seus comparsas escancarados.

Há quem diga que o uso da comunicação ensejaria mais crimes, então facilitados por quem deveria impedi-los. Não vejo assim. Foram as escutas que ensejaram a pronta resposta policial em tantos casos. E quem disse que, sem os celulares, os crimes ficariam impossíveis? Visitas e correspondência não existirão? Então, se de qualquer forma, com mais ou menos obstáculos, o cometimento de crimes por quem está na cadeia acontecerá sempre, que se facilite a investigação ouvindo-se o que os presos tramarem.

Revista rigorosa por scanner pessoal e outros instrumentos? Reserve-se a tecnologia para impedir a entrada de armas e drogas nas casas prisionais, o que é muito mais grave do que um chip ou um celular. A escuta das conversas telefônicas ajudará na missão.

Jornalista claudio.brito@rdgaucha.com.br


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Vou concordar em parte com o Brito. Nenhum país desenvolvido trabalha com ideia de permitir celulares para cada preso, pois este é um instrumento de poder, de comando, de negócio e de vida e morte entre os presos. Nenhuma polícia do mundo está preparada para prevenir um crime ordenado por celular. Agora, sou favorável a ter uma sala de informática para navegação sob controle e restrita, como forma de benefício por bom comportamento. É o que fazem nos países desenvolvidos como instrumento de disciplina e não da forma vergonhosa, calamitosa, negligente e ineficiente como é no Brasil, como se o preso tivesse direito a ter celular e depredar a cadeia para esconder os aparelhos e alimentar a bateria com gatos na rede elétrica.

NÚMERO DE CELULARES NA PASC SUPERA O TOTAL DE PRESOS

ZERO HORA 10/11/2014 | 05h03

Dobra apreensão de celulares na Pasc. Até outubro, 254 aparelhos foram recolhidos, número superior ao total de detentos na prisão

por José Luís Costa



Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS

A fama da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) de “escritório do crime organizado” é cada vez mais apropriada. O número de celulares apreendidos em 2014 já é superior ao dobro do recolhido em todo o ano passado, segundo estatística da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). Considerando dados até outubro, o crescimento chega a 142%.

Foram 254 telefones recolhidos, o equivalente a mais de um aparelho por preso (225) na Pasc. Nem no Presídio Central são apreendidos tantos equipamentos em proporção ao número de detentos. Dos celulares recolhidos na Pasc, 26 foram encontrados com visitantes, 40 com presos e 188 teriam entrado por “outros meios”.


Esses “outros meios” seriam arremessos por cima de muros ou camuflagem em objetos ou alimentos. Também existe desconfiança, não admitida publicamente pela Susepe, de que o ingresso seja facilitado por quem tem livre acesso à cadeia pela porta da frente, como advogados e visitantes. A suspeita é reforçada pelo fato de a Pasc ter detectores de metais que deveriam revelar telefones.

A situação gera casos inusitados. Juízes que fiscalizam a cadeia costumam ser vistos com as “calças caindo” nos corredores porque deixam até o cinto na portaria para evitar o buzinaço dos detectores de metais. Enquanto isso, o preso Marcos Marcelo do Nascimento, sem sair da Pasc, responde a inquérito por porte ilegal de pistola encontrada na cela.

O mais recente caso da farra de celulares ocorreu na semana passada com a prisão preventiva de José Carlos dos Santos, o Seco, que já estava na cadeia, e foi identificado em escutas ordenando furtos e roubos de veículos. Segundo a polícia, Seco passava quase o dia todo com telefone no ouvido, o que é incomum entre quadrilheiros mais perigosos. Em geral, ele falam o mínimo necessário. Para driblar a vigilância, também costumam enxertar telefones entre os “caídos”, os presos mais pobres, que aceitam guardar os equipamentos em troca de drogas, cigarros, comida e produtos de higiene. Para os próximos dias, está prevista a instalação de um scanner corporal, equipamento que identifica objetos nas cavidades corporais. Para o secretário da Segurança Pública, Airton Michels, depois de o aparelho entrar em operação, não haverá mais “explicações” para a entrada de celulares na Pasc.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

HOMICIDA EM PRISÃO DOMICILIAR DORME AO LADO DO FUZIL E DA PISTOLA

 

DIÁRIO GAÚCHO 07/11/2014 | 12h26


José Luís Costa




Em regime domiciliar por falta de vagas nas cadeias, o apenado Maycon Nunes Carvalho, 22 anos, vai voltar para atrás das grades. A Vara de Execuções Criminais da Capital determinou a prisão dele ao receber uma foto na qual ele foi flagrado dormindo em um sofá, ao lado de uma pistola e com um fuzil a tiracolo.

A imagem foi enviada para um celular apreendido esta semana no pavilhão D do Presídio Central de Porto Alegre. O detento é conhecido no meio policial e foi identificado por causa de uma tatuagem no braço direito. Ele tinha sido preso em dezembro passado com uma pistola calibre .40, em Viamão. Foi condenado a três anos e quatro meses em regime aberto e, em 18 de agosto, ganhou o direito da prisão domiciliar.


Agora, vai voltar para o regime fechado temporariamente e responder a um novo processo por porte ilegal de arma. Ele também responde a um processo por tráfico de drogas e tem contra si uma denúncia do Ministério Público por homicídio qualificado.

FLAGRADO DORMINDO AO LADO DE FUZIL, PRESO DOMICILIAR VOLTA Á CADEIA

 

DIÁRIO GAÚCHO 07/11/2014 | 12h26


José Luís Costa




Em regime domiciliar por falta de vagas nas cadeias, o apenado Maycon Nunes Carvalho, 22 anos, vai voltar para atrás das grades. A Vara de Execuções Criminais da Capital determinou a prisão dele ao receber uma foto na qual ele foi flagrado dormindo em um sofá, ao lado de uma pistola e com um fuzil a tiracolo.

A imagem foi enviada para um celular apreendido esta semana no pavilhão D do Presídio Central de Porto Alegre. O detento é conhecido no meio policial e foi identificado por causa de uma tatuagem no braço direito. Ele tinha sido preso em dezembro passado com uma pistola calibre .40, em Viamão. Foi condenado a três anos e quatro meses em regime aberto e, em 18 de agosto, ganhou o direito da prisão domiciliar.


Agora, vai voltar para o regime fechado temporariamente e responder a um novo processo por porte ilegal de arma. Ele também responde a um processo por tráfico de drogas e tem contra si uma denúncia do Ministério Público por homicídio qualificado.

QG DO CRIME MONTADO ATRÁS DAS GRADES



ZERO HORA  07 de novembro de 2014 | N° 17976

A VOLTA DE SECO



OPERAÇÃO TRINCA-FERRO, da Polícia Civil, deflagrada na madrugada de ontem, desarticulou uma central decrimes comandada de dentro da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc). Um dos integrantes do bando é o assaltante José Carlos dos Santos, o Seco, condenado 13 vezes a penas que somam 173 anos de cadeia


Policiais civis realizaram ontem uma operação curiosa: deram voz de prisão a um homem que já está preso, um dos mais conhecidos assaltantes gaúchos, José Carlos dos Santos, o Seco. Condenado 13 vezes, num total de 173 anos de reclusão por roubos a bancos e carros-fortes, ele cumpre pena desde 2006 e teve mais uma vez a prisão preventiva decretada. Agora, porque teria montado um quartel-general do crime, de dentro da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

Escorados em um ano de investigação e 70 horas de escutas autorizadas pela Justiça, policiais comandados por Juliano Ferreira, titular da Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículo, identificaram cerca de 200 roubos e furtos de carros e caminhões praticados pelo grupo. Afora isso, a quadrilha comandada por Seco detrás das grades clonava veículos, traficava drogas, vendia armas e comercializava explosivos usados em assaltos. Explosões eram a especialidade de Seco quando atuava nas estradas: ele é apontado como responsável pelo uso de dinamite em oito roubos de carros-fortes.

As investigações apontam que Seco virou um consultor para o crime organizado. Repassava informações sobre o uso de explosivos e era o intermediário entre quem queria comprar os artefatos e quem fornecia. Também coordenava a troca de carros e caminhões roubados por armas e drogas no Paraguai. Em uma das escutas, Seco falaria sobre a compra de cordéis – componentes explosivos usados para a detonação. No diálogo, cordéis são chamados de “cordinhas”.

A neutralização do esquema aconteceu com a Operação Trinca-Ferro. Cerca de 150 policiais civis cumpriram na madrugada de ontem 50 mandados (21 de prisão temporária e 29 de busca e apreensão) em municípios da Região Metropolitana e do Interior. Dezesseis suspeitos foram presos até ontem. A Polícia Civil diz que 80 pessoas com participação no esquema foram identificadas.

SUSPEITA DE NOVA FACÇÃO

Os diálogos interceptados desde novembro de 2013 mostram, segundo a polícia, que o bando se preparava para montar uma facção nas cadeias e fora delas. O grupo estaria aliado aos Bala na Cara, o mais novo e agressivo “partido do crime” nas prisões gaúchas – Seco, inclusive, cumpre pena na ala deles, em Charqueadas. Um dos aliados de Seco, Carlos Raimundo Alves Junior, o Ninho, foi flagrado ensinando um comparsa ao telefone sobre como organizar o grupo:

– Ô, meu, tira meu salve (ordem aos bandidos). Tu pode passar a limpo aí no hotel. (...) Faz reunião com os confirmados. Isso aqui é feito para fortalecer, para ter mais respeito, pro cara se unir mais (...). Temos de se juntar, criar outras paradas. É um parâmetro para juntar uns gurizões de respeito. Para dar ideologia certa, para ir se formando e se estruturando, Cabeção. Toda semana vai ter um troquinho.

Levado ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Seco negou as suspeitas e disse que a voz identificada nos telefonemas não é dele. A polícia conta, porém, com antenas de celular e reconhecimento de voz para confirmar que os comandos vinham dele.


 CASA PARA TORTURAR INIMIGOS


O assaltante Seco se negou a falar, mas outras pessoas presas prestaram testemunho e confirmaram as atividades da quadrilha. ZH teve acesso ao depoimento de um dos ouvidos pelo delegado Juliano Ferreira. Ele afirma que Seco está aliado à facção Bala na Cara e que pretende ampliar sua influência no grupo, considerado “de responsa” (que cumpre a palavra empenhada).

O depoente diz também que a quadrilha mantinha em São Leopoldo, no bairro Campestre, uma casa usada, além de esconderijo, para torturar inimigos do bando.

Conforme o depoimento, o local serviu de cativeiro para um bebê sequestrado. A menina teria sido levada para obrigar o pai, um traficante, a pagar dívida com o bando. A criança foi libertada após pagamento do resgate. Seco teria ficado contrariado com o sequestro, por ter sido feito sem sua orientação.

MULHER DE SECO TAMBÉM FOI DETIDA


Certa vez, a residência teria sido invadida por integrantes dos Manos (facção rival dos Bala na Cara), que, por sua vez, torturaram a mulher de Seco, Adriana da Silva Santos Moraes, para revelar onde estaria um dinheiro pertencente ao bandido.

O grupo liderado por Seco tinha integrantes do sexo feminino. A mulher dele foi presa em Montenegro na operação de ontem – ela é apontada como braço direito do criminoso, sendo responsável por transportar entorpecentes. O depoimento confirma que as mulheres eram usadas para levar armas para os esconderijos e até para assaltar. A mulher de Ninho (Carlos Raimundo Alves Junior) foi reconhecida como participante do roubo de uma caminhonete Nissan.

A testemunha dá pistas sobre um dos mistérios da crônica policial: o que foi feito de Michele, ex-mulher de Seco, sequestrada sete vezes por criminosos que queriam colocar as mãos na fortuna acumulada pelos ataques a carros­fortes cometidos pelo assaltante. Ela teria morrido em São Paulo. O depoimento não dá detalhes.


CADEIA FALIDA



ZERO HORA 07 de novembro de 2014 | N° 17976


JOSÉ LUÍS COSTA


SISTEMA PENITENCIÁRIO. Presídio de segurança máxima só no nome

INAUGURADA COMO GARANTIA de conter os bandidos mais perigosos do Estado, Pasc se tornou escritório com grades para o comando de crimes


A rede criminosa montada por José Carlos dos Santos, o Seco, 35 anos, de dentro da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc) é só mais um dos incontáveis episódios que ilustram a falência da cadeia.

Inaugurada em 1992, há tempos ela deixou de ser de contenção máxima para virar “escritório com portas e janelas de grades” onde estão perigosos quadrilheiros comandando roubos, homicídios e tráfico de drogas às custas da sociedade gaúcha.

A fragilidade estrutural da Pasc começou a ser escancarada em 1999, quando o assaltante de bancos Cláudio Adriano Ribeiro, o Papagaio, fugiu pela porta da frente, em um episódio nebuloso até hoje.

A proliferação de celulares nas cadeias a partir dos anos 2000, em contrapartida a sistemas de controle obsoletos e precárias câmeras de vigilância, fizeram da Pasc uma penitenciária com os mesmos problemas de uma prisão comum. Um relatório da Vara de Execuções Criminais (VEC) da Capital, elenca as deficiências: a Pasc tem 16 galerias e só quatro pátios. Isso faz com que, mesmo confinados em celas individuais por causa da periculosidade, presos se encontrem para “trocar ideias” durante o banho de sol. Os apenados recebem visitas na própria cela e jamais usam uniforme. E, apesar do controle, têm acesso a celulares, drogas, instrumentos para serrar grades e até arma de fogo.

MUITAS COBRANÇAS, NENHUMA SOLUÇÃO

Em junho de 2011, após o assaltante Sandro Alexandre de Paula, o Zoreia, fugir por um ponto cego junto à cozinha – sem câmera e sem guarda –, o próprio secretário de Segurança Pública, Airton Michels, admitiu:

– A Pasc não é cadeia de alta segurança, é de média segurança.

Desde aquela época, a Vara de Execuções Criminais cobra melhorias e providências para reprimir o ingresso de celulares na cadeia. Foram enviados pelo menos sete documentos à Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), mas os retornos foram explicações evasivas ou promessas ainda não cumpridas.

No último ofício remetido, em julho, o juiz Sidinei Brzuska, da VEC, escreveu:

“Há um gasto de energia nessas cobranças e também uma certa sensação de frustração, pois não se vê melhora significativa nas coisas, que seguem na base do improviso, sem planejamento, sem investimentos.”

Passados três meses, a VEC ainda não recebeu qualquer resposta. Questionado ontem sobre a situação, o magistrado sentenciou:

– O Estado trata a Pasc como Porto Alegre trata o Dilúvio (arroio com elevado índice de poluição). É preciso, com urgência, uma cadeia de alta segurança.