quarta-feira, 4 de julho de 2012

CPI DO SISTEMA CARCERÁRIO: GASTOS E SEM RESULTADOS PRÁTICOS

O GRITO DAS PRISÕES

SPAGORAVIDEOS em 13/05/2011, YOU TUBE

A repórter Fatima Souza e o cinegrafista Ocimar Costa acompanharam os deputados da CPI do Sistema Carcerário, e mostram de perto como são tratados os presos no Brasil.


A CADEIA NO BRASIL


REPÓRTER RECORD - A CADEIA NO BRASIL


PARTE 1


PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5

O DIA DE VISITA EM PRESÍDIO

PROFISSÃO REPÓRTER - O GLOBO

PRESÍDIO CENTRAL DE PORTO ALEGRE

IMAGENS DO PRESÍDIO CENTRAL DE PORTO ALEGRE

FABIANO PTN em 25/03/2009

MULHER USAVAS CRECHE PARA ESTOCAR DROGAS PARA PRESÍDIO

CORREIO DO POVO, 04/07/2012

Mulher usava creche para estocar drogas

Entorpecentes abasteceriam facção criminosa do Presídio Central

 Crack e maconha foram encontrados no local<br /><b>Crédito: </b>  vinícius roratto
Crack e maconha foram encontrados no local
Crédito: vinícius roratto 
  

O Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) descobriu um esquema de remessa de drogas para os integrantes da facção Os Manos que cumprem pena no Presídio Central, em Porto Alegre. Na manhã de ontem, a equipe do delegado Mário Souza, da 1 Delegacia de Investigação do Narcotráfico (1 DIN), do Denarc, prendeu uma mulher, 42 anos, apontada como a responsável por distribuir a droga às mulas que faziam a entrega aos presos nos dias de visita. Para burlar a vigilância, as mulas, que, em geral, eram mulheres, escondiam os entorpecentes, nos órgãos genitais.

A suspeita foi presa quando saía de sua casa, onde também funciona uma creche, no bairro Mario Quintana, e iria até o Central. Pelo menos sete crianças da comunidade estavam na creche. No local, os policiais apreenderam 2 quilos de maconha e 780 gramas de crack, suficientes para produzir aproximadamente 8 mil pedras do entorpecente. Houve o recolhimento de um celular e de envelopes pardos e de depósito bancário. "A droga apreendida representa uma única remessa ao Presídio Central", observou o delegado.

Durante três meses, o esquema foi mapeado pelos agentes da 1 DIN do Denarc. Após chegar no entorno do Presídio Central, a mulher se encontrava em um ponto com as mulheres que transportariam a droga. Todas tinham parentes cumprindo pena e o esquema tinha mais de 15 integrantes.

Elas recebiam as drogas dentro de envelopes pardos e depois as colocavam dentro dos órgãos genitais, passando pela triagem do presídio, cuja revista é feita por amostragem. Ao delegado Mário Souza, a mulher contou que, mesmo em caso de revista, a droga não era descoberta devido ao modo como ficava escondida.

Segundo a Polícia, os presos recebiam as drogas e, antes do pagamento em dinheiro, enviavam uma foto da droga via celular para a mulher, confirmando o negócio. O dinheiro era posto no envelope de depósito bancário. No lado de fora do presídio, elas recebiam então R$ 100,00 pelo serviço, e o restante ficava com a mulher, que tem marido e filho cumprindo pena no estabelecimento penal. "O companheiro dela é um dos líderes dos Bala na Cara", disse o delegado Mário Souza, acrescentando que as remessas eram enviadas a cada dois dias aos detentos.

FALTA RIGOR EM REVISTAS


ZERO HORA 4 de julho de 2012 | N° 17120

CONEXÃO DO TRÁFICO


Desde 2002, um decreto estadual regulamenta a revista íntima. Desde então, ela é realizada da mesma maneira em todos os presídios gaúchos. Tanto homens quanto mulheres devem retirar as roupas, ficando apenas em trajes íntimos. As roupas são revistadas e os visitantes passam por um detector de metais.

Quando os agentes desconfiam do comportamento de um visitante, ele é “convidado” a passar por uma revista minuciosa, na qual tem de ficar nu na presença de um agente penitenciário do mesmo sexo.

– Menos de 10% dos visitantes passam por revista íntima mais minuciosa – disse o diretor do presídio, tenente-coronel Leandro Santini Santiago.

Em 2012, ao menos 25 visitas foram flagradas com invólucros semelhante aos apreendidos pelo Denarc ontem.

Como é a revista íntima

- Todos os visitantes são submetidos ao detector de metais, vestindo apenas roupas íntimas. Objetos e bolsas também passam por raio X.

- Aleatoriamente, agentes escolhem visitantes a serem submetidos à revista íntima minuciosa. Em local reservado, o visitante fica nu, passa novamente pelo detector de metais e por inspeção visual. Depois, ele tem de fazer agachamentos.

- Essa revista só é feita com a concordância do visitante. Caso ele se negue, terá a entrada negada.

COMENTÁRIO DO BENGOCHEA- O problema na revista é o foco que é dado no Brasil. Enquanto países mais adiantado fazem uma revista rigorosa e disciplinar nos PRESOS, o Brasil se preocupa apenas com os VISITANTES.  Ora, se houvesse uma revista rigorosa e minuciosa nos presos numa sala de passagem antes de passar para o salão ou pátio de visitação e depois no retorno às galerias, não entrariam drogas, armas e celulares levados pelos visitantes. Ocorre que, no Brasil, não existem estas salas de passagem para os presos e as visitas chegam a ter acesso nas galerias e até no interior das celas dos presos, passando por um controle muito superficial, onde apenas 10% passam por revista minuciosa, muitas vezes constrangedora.  Com este método de revista, podia ser pior, pois nada impede a entrada nas cadeias de artefatos explosivos e armas pesadas.


PODERIA SER ASSIM: Controle total, disciplina, asseio, tecnologia e dignidade

CRECHE ABASTECIA DROGAS NO PRESÍDIO


ZERO HORA 04 de julho de 2012 | N° 17120

CONEXÃO DO TRÁFICO. Creche ocultava droga que abastecia o Presídio Central. Mulher que cuidava de sete crianças foi presa com crack e maconha na zona norte de Porto Alegre  - Colaborou Amanda Munhoz. CAROLINA ROCHA*


A Polícia Civil descobriu ontem que a sala de uma creche da zona norte de Porto Alegre não era usada para guardar brinquedos nem livros infantis. O local, que fica em frente a uma escola estadual, servia de depósito e preparação de 8 mil pedras de crack e dois quilos de maconha. Uma mulher foi presa em flagrante. Ela é considerada a traficante que mais enviava drogas para dentro do Presídio Central.

As atividades de Rosi Mary dos Santos Fagundes, 42 anos, eram investigadas havia três meses pelos policiais da 1ª Delegacia do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc). Além de cuidar de sete crianças entre três e cinco anos, ela também partia e embalava drogas, levadas a detentos do Presídio Central.

– O filho e o marido dela estão presos lá – disse o delegado Mario Souza.

Durante o tempo em que monitoraram as atividades de Rosi, policiais descobriram que ela preparavas as pedras, em quantidades de cem gramas, e as embalava em camisinhas. O mesmo era feito com porções de maconha. Depois, os preservativos eram entregues a “mulas”, que os levavam, escondidos nos órgãos genitais, para dentro do presídio. A entrega aos presidiários acontecia em dias de visita. Segundo o delegado, o serviço era feito tanto por homens quanto por mulheres.

O esquema era tão organizado que, para garantir que o entorpecente enviado seria entregue na mesma quantidade, o detento fazia uma foto e a enviava, por celular, para Rosi, que confirmava que se tratava da mesma quantidade. O dinheiro para o pagamento da droga era colocado em um envelope e entregue pelo detento à “mula”, que o repassava a Rosi.

No momento da operação, sete crianças estavam na creche. Elas foram entregues aos pais. A droga foi encontrada numa das salas, sobre uma mesa, dentro de um armário e na bolsa de Rosi. O montante apreendido seria o suficiente para enviar às galerias da facção Os Manos em dois dias.

– Ela é uma grande especialista nisso. O abastecimento de drogas no Central com certeza será impactado com essa prisão – avaliou Souza.

A polícia ainda apura quem seriam os proprietários da creche. Rosi foi autuada por tráfico de drogas.