Operação tenta barrar entrada de celulares, armas e drogas no Complexo de Charqueadas
Pelo menos duas pessoas, entre elas um PM, foram presas. Mulheres recebem até R$ 150 para levar materiais para presos - Cid Martins , Zero Hora Online, 11/08/2010, Atualizada às 10h05min
Cerca de 50 policiais civis da Região Metropolitana e agentes da Serviço de Inteligência da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) fazem na manhã de hoje operação nas proximidades do complexo penitenciário de Charqueadas. Os alvos dos oito mandados de busca e apreensão são bares, restaurantes e casas usadas por parentes de presos para acondicionar produtos que serão levados ao interior dos presídios.
Hoje é dia de visitas. Os policiais já apreenderam um revólver calibre 38, drogas e pelo menos oito celulares. Duas pessoas foram detidas, entre elas um policial militar. A arma apreendida pertencia a uma pessoa que já morreu e era portada pelo PM, que estava de folga em um bar.
No momento que chegou o comboio com os policiais, por volta das 7h, pessoas que estavam nos locais fugiram deixando sacolas com drogas. Conforme a investigação, mulheres colocam drogas e celulares dentro de preservativos e os inserem nos órgãos genitais para ingressar nos presídios durante visitas. Algumas delas chegam a receber até R$ 150 pela tarefa.
O delegado do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) Luiz Fernando Martins Oliveira explica que a operação "Tio Patinhas" é resultado de investigação que começou há cerca de dois meses.
O balanço parcial da ação será divulgado ainda na manhã de hoje, em coletiva no Denarc. O complexo de Charqueadas possui seis presídios — Instituto Penal Escola Profissionalizante de Charqueadas (IPEP), Penitenciária Estadual de Charqueadas (PEC), Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), Penitenciária Modulada e Colônia Penal Agrícola.
São mais de 5 mil presos que recebem cerca de 3 mil pessoas em dias de visita — quartas, quintas, sábados e domingos.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Mais uma operação midiática, superficial e inoperante para coibir a entrada de armas, celulares e drogas para dentro dos presídios. Falta leis mais rigorosas, um código de disciplina e um código de postura onde as visitas ocorrem num salão especial e os presos é que são revistados. Os presos entram para estes ambientes com um roupa específica após trocada assim que passar o interior de suas galerias. É muito mais fácil revistar o preso do que a visita. Porém, hoje a maioria dos presídios não possuem um local específico, as revistas são por amostragem e as visitas são permitida até nas celas nos presidiários. Assim, não há como evitar a entrada de objetos, armas e drogas.
A Execução Penal é um dos extremos do Sistema de Justiça Criminal, importante na quebra do ciclo vicioso do crime pela reeducação, ressocialização e reinclusão. Entretanto, há descaso, amadorismo, corporativismo e apadrinhamento entre poderes com desrespeito às leis e ao direito, submetendo presos provisórios e apenados da justiça às condições desumanas, indignas, inseguras, ociosas, insalubres, sem controle, sem oportunidades e a mercê das facções, com reflexo nocivo na segurança da população.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
COLAPSO PRISIONAL - OS VERDADEIROS CULPADOS , QUEM SÃO?
NA MINHA OPINIÃO, OS VERDADEIROS CULPADOS PELO COLAPSO PRISIONAL SÃO?
1. O CHEFE DO PODER EXECUTIVO - É PRIMEIRO CULPADO AO NÃO OFERECER CONDIÇÕES DIGNAS, SEGURAS E SALUBRES NA GUARDA E CUSTÓDIA DE PRESOS SOB SUA RESPONSABILIDADE; NÃO INVESTIR EM PESSOAL E CASAS PRISIONAIS EM QUANTIDADE SUFICIENTE PARA ATENDER A DEMANDA; DEIXAR DE APLICAR POLÍTICAS DE TRABALHO, ENSINO E REINCLUSÃO; E POR PERMITIR A PRÁTICA DE CRIMES QUE AFRONTAM OS DIREITOS HUMANOS.
2. O PODER JUDICIÁRIO - É O SEGUNDO CULPADO É O PRÓPRIO JUDICIÁRIO QUE DEMORA EM JULGAR OS PRESOS, NÃO SUPERVSIONA E É CONIVENTE COM OS CRIMES E POLÍTICAS NOCIVAS DO EXECUTIVO PARA O SETOR;
3. A DEFENSORIA PÚBLICA - É O TERCEIRO CULPADO POR NÃO ESTAR ATENTO DEFENDENDO AQUELES QUE NÃO TEM CONDIÇÕES PARA PAGAR PARA EXIGIR DIREITOS, POR ACEITAR A BUROCRACIA E MOROSIDADE DA JUSTIÇA QUE IMPEDEM A CELERIDADE DOS JULGAMENTOS E POR SER CONIVENTE COM AS VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS DENTRO DOS PRESÍDIOS.
4. O MINISTÉRIO PÚBLICO - POR NÃO DENUNCIAR A CONIVÊNCIA DOS PODERES CITADOS ANTERIORMENTE, DEIXANDO QUE O SISTEMA PENAL SEJA SUCATEADO E OS PRESOS ENCARCERADOS EM CELAS SUPERLOTADAS, INSALUBRES, INSEGURAS E A MERCÊ DO ALICIAMENTO POR FACÇÕES.
5. O PODER LEGISLATIVO - É O PODER QUE FISCALIZA OS ATOS DO PODER EXECUTIVO. MAS ELE PARECE NÃO ENXERGAR A PRÁTICA DE CRIMES DE ESTADO NO SISTEMA PRISIONAL.
1. O CHEFE DO PODER EXECUTIVO - É PRIMEIRO CULPADO AO NÃO OFERECER CONDIÇÕES DIGNAS, SEGURAS E SALUBRES NA GUARDA E CUSTÓDIA DE PRESOS SOB SUA RESPONSABILIDADE; NÃO INVESTIR EM PESSOAL E CASAS PRISIONAIS EM QUANTIDADE SUFICIENTE PARA ATENDER A DEMANDA; DEIXAR DE APLICAR POLÍTICAS DE TRABALHO, ENSINO E REINCLUSÃO; E POR PERMITIR A PRÁTICA DE CRIMES QUE AFRONTAM OS DIREITOS HUMANOS.
2. O PODER JUDICIÁRIO - É O SEGUNDO CULPADO É O PRÓPRIO JUDICIÁRIO QUE DEMORA EM JULGAR OS PRESOS, NÃO SUPERVSIONA E É CONIVENTE COM OS CRIMES E POLÍTICAS NOCIVAS DO EXECUTIVO PARA O SETOR;
3. A DEFENSORIA PÚBLICA - É O TERCEIRO CULPADO POR NÃO ESTAR ATENTO DEFENDENDO AQUELES QUE NÃO TEM CONDIÇÕES PARA PAGAR PARA EXIGIR DIREITOS, POR ACEITAR A BUROCRACIA E MOROSIDADE DA JUSTIÇA QUE IMPEDEM A CELERIDADE DOS JULGAMENTOS E POR SER CONIVENTE COM AS VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS DENTRO DOS PRESÍDIOS.
4. O MINISTÉRIO PÚBLICO - POR NÃO DENUNCIAR A CONIVÊNCIA DOS PODERES CITADOS ANTERIORMENTE, DEIXANDO QUE O SISTEMA PENAL SEJA SUCATEADO E OS PRESOS ENCARCERADOS EM CELAS SUPERLOTADAS, INSALUBRES, INSEGURAS E A MERCÊ DO ALICIAMENTO POR FACÇÕES.
5. O PODER LEGISLATIVO - É O PODER QUE FISCALIZA OS ATOS DO PODER EXECUTIVO. MAS ELE PARECE NÃO ENXERGAR A PRÁTICA DE CRIMES DE ESTADO NO SISTEMA PRISIONAL.
COLAPSO - Superlotação e falta de funcionários interditam cadeia
Superlotação e falta de funcionários interditam cadeia em Foz do Iguaçu (PR) - JOSÉ MASCHIO DE LONDRINA - Folha Online
O diretor da Cadeia Pública Laudemir Neves, de Foz Iguaçu (PR), Leandro dos Santos, pediu ontem (9) à Justiça, a transferência de sete presos do local para outras unidades. As transferências foram solicitadas após a cadeia ter sido interditada por falta de funcionários e superlotação.
A determinação de interdição foi dada pela juíza da Vara de Execuções Penais Luciana Assad Luppi Ballallai na tarde de ontem, Na ocasião, a cadeia --que tem capacidade para 152 presos-- contava com 325 pessoas, sendo 154 mulheres.
''Pedi a transferência de sete presos que estão provocando tumulto. Quando a juíza interditou, já tínhamos transferido um. A gente vai fazendo o que pode'', disse Leandro dos Santos.
Essa não é a primeira vez que a Cadeia Pública Laudemir Neves é interditada pela Justiça. Em julho de 2008, houve outra interdição. Na época, o local chegou a abrigar 800 internos. Com metade das galerias desativadas após um incêndio em 2006, a cadeia tem problemas elétricos e hidráulicos e foi condenada pela Vigilância Sanitária do município.
Na prática, a interdição proíbe que novos presos sejam encaminhados à cadeia Laudemir Neves. Até ontem, porém, o local ainda recebia presos das Polícia Civil, Militar e Federal.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA
QUANDO É QUE A JUSTIÇA IRÁ PARA COM ESTAS MEDIDAS SUPERFICIAIS PARA PROCESSAR O VERDADEIROS CULPADOS PELO COLAPSO PRISIONAL?
1. CHEFE DO EXECUTIVO - É PRIMEIRO CULPADO AO NÃO OFERECER CONDIÇÕES DIGNAS, SEGURAS E SALUBRES NA GUARDA E CUSTÓDIA DE PRESOS SOB SUA RESPONSABILIDADE, NÃO INVESTIR EM PESSOAL E CASAS PRISIONAIS EM QUANTIDADE PARA ATENDER A DEMANDA E PERMITIR A PRÁTICA DE CRIMES QUE AFRONTAM OS DIREITOS HUMANOS.
2. PODER JUDICIÁRIO - É O SEGUNDO CULPADO É O PRÓPRIO JUDICIÁRIO QUE DEMORA EM JULGAR OS PRESOS, NÃO SUPERVSIONA E É CONIVENTE COM OS CRIMES E POLÍTICAS NOCIVAS DO EXECUTIVO PARA O SETOR;
3. DEFENSORIA PÚBLICA - É O TERCEIRO CULPADO POR NÃO ESTAR ATENTA DEFENDENDO AQUELES QUE NÃO TEM CONDIÇÕES PARA PAGAR PARA EXIGIR DIREITOS, POR ACEITAR A BUROCRACIA E MOROSIDADE DA JUSTIÇA QUE IMPEDEM A CELERIDADE DOS JULGAMENTOS E POR SER CONIVENTE COM AS VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS DENTRO DOS PRESÍDIOS.
4. MINISTÉRIO PÚBLICO - POR NÃO DENUNCIAR A CONIVÊNCIA DOS PODERES CITADOS ANTERIORMENTE, DEIXANDO QUE O SISTEMA PENAL SEJA SUCATEADO E OS PRESOS ENCARCERADOS EM CELAS SUPERLOTADAS, INSALUBRES, INSEGURAS E A MERCÊ DO ALICIAMENTO POR FACÇÕES.
5. O PODER LEGISLATIVO - É O PODER QUE FISCALIZA OS ATOS DO PODER EXECUTIVO. MAS ELE PARECE NÃO ENXERGAR A PRÁTICA DE CRIMES DE ESTADO NO SISTEMA PRISIONAL.
O diretor da Cadeia Pública Laudemir Neves, de Foz Iguaçu (PR), Leandro dos Santos, pediu ontem (9) à Justiça, a transferência de sete presos do local para outras unidades. As transferências foram solicitadas após a cadeia ter sido interditada por falta de funcionários e superlotação.
A determinação de interdição foi dada pela juíza da Vara de Execuções Penais Luciana Assad Luppi Ballallai na tarde de ontem, Na ocasião, a cadeia --que tem capacidade para 152 presos-- contava com 325 pessoas, sendo 154 mulheres.
''Pedi a transferência de sete presos que estão provocando tumulto. Quando a juíza interditou, já tínhamos transferido um. A gente vai fazendo o que pode'', disse Leandro dos Santos.
Essa não é a primeira vez que a Cadeia Pública Laudemir Neves é interditada pela Justiça. Em julho de 2008, houve outra interdição. Na época, o local chegou a abrigar 800 internos. Com metade das galerias desativadas após um incêndio em 2006, a cadeia tem problemas elétricos e hidráulicos e foi condenada pela Vigilância Sanitária do município.
Na prática, a interdição proíbe que novos presos sejam encaminhados à cadeia Laudemir Neves. Até ontem, porém, o local ainda recebia presos das Polícia Civil, Militar e Federal.
COMENTÁRIO DO BENGOCHEA
QUANDO É QUE A JUSTIÇA IRÁ PARA COM ESTAS MEDIDAS SUPERFICIAIS PARA PROCESSAR O VERDADEIROS CULPADOS PELO COLAPSO PRISIONAL?
1. CHEFE DO EXECUTIVO - É PRIMEIRO CULPADO AO NÃO OFERECER CONDIÇÕES DIGNAS, SEGURAS E SALUBRES NA GUARDA E CUSTÓDIA DE PRESOS SOB SUA RESPONSABILIDADE, NÃO INVESTIR EM PESSOAL E CASAS PRISIONAIS EM QUANTIDADE PARA ATENDER A DEMANDA E PERMITIR A PRÁTICA DE CRIMES QUE AFRONTAM OS DIREITOS HUMANOS.
2. PODER JUDICIÁRIO - É O SEGUNDO CULPADO É O PRÓPRIO JUDICIÁRIO QUE DEMORA EM JULGAR OS PRESOS, NÃO SUPERVSIONA E É CONIVENTE COM OS CRIMES E POLÍTICAS NOCIVAS DO EXECUTIVO PARA O SETOR;
3. DEFENSORIA PÚBLICA - É O TERCEIRO CULPADO POR NÃO ESTAR ATENTA DEFENDENDO AQUELES QUE NÃO TEM CONDIÇÕES PARA PAGAR PARA EXIGIR DIREITOS, POR ACEITAR A BUROCRACIA E MOROSIDADE DA JUSTIÇA QUE IMPEDEM A CELERIDADE DOS JULGAMENTOS E POR SER CONIVENTE COM AS VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS DENTRO DOS PRESÍDIOS.
4. MINISTÉRIO PÚBLICO - POR NÃO DENUNCIAR A CONIVÊNCIA DOS PODERES CITADOS ANTERIORMENTE, DEIXANDO QUE O SISTEMA PENAL SEJA SUCATEADO E OS PRESOS ENCARCERADOS EM CELAS SUPERLOTADAS, INSALUBRES, INSEGURAS E A MERCÊ DO ALICIAMENTO POR FACÇÕES.
5. O PODER LEGISLATIVO - É O PODER QUE FISCALIZA OS ATOS DO PODER EXECUTIVO. MAS ELE PARECE NÃO ENXERGAR A PRÁTICA DE CRIMES DE ESTADO NO SISTEMA PRISIONAL.
COLAPÇO - Justiça do RS interdita 14 albergues por superlotação no regime semiaberto

Justiça interdita 14 albergues. Superlotação no regime semiaberto levou Judiciário a determinar o fechamento das casas prisionais desde a 0h de hoje - Zero Hora, 10/08/2010
Os apelos do governo do Estado para prorrogar o prazo para uma solução à superlotação no semiaberto não sensibilizaram o Judiciário. Depois de dois adiamentos, a Vara de Execuções Criminais (VEC) determinou ontem a interdição de 14 albergues desde a 0h de hoje. A medida veta a entrada de novos detentos nessas casas, o que pode deixar livres condenados ao regime aberto e semiaberto.
Estima-se que cinco criminosos poderão se beneficiar por dia da decisão judicial. Entre os bandidos que poderão permanecerão livres, estão condenados por assalto a mão armada e homicidas, mesmo que sejam presos em uma abordagem de rotina. Com a decisão, o Judiciário espera pressionar o governo a assegurar vagas para a progressão de 335 presos do regime fechado ao semiaberto.
– Se não houver para onde levar, não poderão ser presos. Assim, não se inicia o cumprimento da pena. A situação está insustentável. Já temos outros 189 apenados que estão em prisão domiciliar desde o incêndio no Instituto Miguel Dario na semana passada – justificou a juíza Adriana Ribeiro da Silva.
Os policiais reclamam da decisão por acreditar que amplia a sensação de impunidade.
– Isso vai desmoralizar a polícia. Prender um criminoso condenado em uma abordagem de rotina e ter de soltar. Como faz? Vamos ter de esperar ele cometer algum novo crime para tentar prendê-lo em flagrante e, aí sim, mandá-lo para a cadeia? – desabafou um oficial que atua na Região Metropolitana.
Presos deverão ser transferidos para Interior
A posição é compartilhada com um delegado da Capital, com mais de 20 anos de experiência:
– Vai ser um horror. Será um problema para toda a comunidade. E, se depois de liberado, ele sumir? Vamos ter perdido a chance.
Sem entrar na polêmica, o comandante do Policiamento da Capital, coronel Antero Batista, afirmou que a Brigada Militar não mudará sua rotina nas ruas. Já o chefe de Polícia, delegado Álvaro Steigleder, acredita que os presos serão remanejados para albergues mais distantes, no interior do Estado.
– Isso já aconteceu outras vezes. Vamos apresentá-lo à Susepe, que terá de apontar um local para levar o preso. Vai causar algum transtorno, mas não vamos soltar presos detidos pela BM – garantiu.
Secretários entram na negociação
Na tentativa de convencer os juízes a darem mais uma chance, o governo do Estado colocou o primeiro escalão para a reunião que tratou sobre o assunto na tarde de ontem.
Acompanhado de outros servidores, a secretária-geral de Governo, Ana Pellini, e o secretário da Segurança Pública, Edson Gularte, reuniram-se com os magistrados. A Justiça cobra a geração imediata de 400 vagas nos dois regimes.
– Eles não apresentaram nada consistente. A ideia de se alugar um prédio no bairro Navegantes ficou inviabilizada, segundo eles, devido à rejeição dos moradores – afirmou a juíza Adriana da Silva Ribeiro.
Em busca de alternativa, a cúpula do governo do Estado se reuniu ontem à noite no Piratini. A assessoria de imprensa da Susepe informou que só se manifestaria após o encontro, que não havia terminado até as 21h.
O PROBLEMA EM NÚMEROS - 8,2 mil presos cumprem pena nos regimes semiaberto e aberto no Estado. 2,7 mil estão em casas prisionais abrangidas pela medida. 50 é a média de presos que ganha benefício de progressão de regime por dia na região metropolitana de Porto Alegre. Cinco é a média de presos que ingressam diretamente nos regimes aberto e semiaberto por dia.
OS ALBERGUES INTERDITADOS - Casa do Albergado Padre Pio Buck, Instituto Penal Irmão Miguel Dario, Instituto Penal de Viamão, Instituto Penal Escola Profissionalizante, Instituto Penal de Mariante, Casa Albergue Santos e Medeiros (Gravataí), Instituto Penal de Canoas, Patronato Lima Drummond, Colônia Penal Agrícola Gal. Daltro Filho, Semiaberto anexo da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), Albergue de Taquara, Presídio Estadual de Novo Hamburgo, Presídio Estadual de São Leopoldo e Presídio Estadual de Montenegro.
ENTENDA O CASO - Devido à falta de vagas para a progressão de presos do regime fechado para o semiaberto, o juiz Sidinei José Brzuska, da Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre (VEC), determinou, no dia 1º de julho, a criação de 335 vagas no prazo de 20 dias. Atendendo a um pedido do governo do Estado que pleiteava o aluguel de um prédio na Região Metropolitana, o prazo foi dilatado por 10 dias no dia 19 de julho por magistrados que compõem a Corregedoria-Geral da Justiça. No dia 30, a juíza da VEC, Adriana Ribeiro da Silva, prorrogou pela segunda vez o prazo dado ao Estado, para que o contrato de aluguel de um prédio no bairro Navegantes fosse assinado. Na última sexta-feira, um protesto de moradores do bairro contra a utilização do prédio com albergue teria levado a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) a recuar. Ontem, na véspera de expirar o prazo dado pelo Judiciário, representantes do governo tentaram negociar uma terceira prorrogação. A reunião com magistrados não deu resultado, e a medida começaria a valer a 0h de hoje
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
DESCONTROLE - PRESOS AMEAÇAM MATAR JUIZES E PROMOTORES
Polícia investiga plano para matar juízes e promotores em Alagoas - SILVIA FREIRE DE SÃO PAULO, 09/08/2010
A Polícia Civil de Alagoas investiga a existência de um plano para matar juízes e promotores que atuam no combate ao crime organizado no Estado.
As ameaças partiram do presídio federal de Catanduvas (PR), que abriga presos considerados perigosos de diversos Estados. Cerca de 30 detentos de Alagoas estão presos no local. Segundo a Secretaria da Defesa Social de Alagoas, o serviço de inteligência da Polícia Federal em Catanduvas detectou nas conversas entre presos do Estado um possível esquema para assassinar os magistrados e promotores. Os alvos são os cinco juízes que atuam na 17º Vara Criminal, especializada no combate ao crime organizado, e os promotores do Gcoc (Grupo de Combate às Organizações Criminosas). A informação chegou à secretaria há uma semana.
Em entrevista na tarde desta segunda-feira, o secretário da Defesa Social, Paulo Rubim, disse que os juízes e promotores tiveram a segurança reforçada e estão sob escolta de policiais do Estado. Um desembargador que deu recentemente uma decisão contrária a um grupo de traficantes do Estado também passou a ser escoltado.
O presidente da Associação Alagoana de Magistrados, Maurílio Ferraz, que esteve reunido com a cúpula da segurança do Estado hoje, disse que cabe à secretaria investigar se as ameaças procedem ou se são "desabafo de presos". "Não dá para desconsiderar informações como estas", disse. A PF está dando apoio às investigações. O Tribunal de Justiça de Alagoas não se manifestou sobre o caso.
A Polícia Civil de Alagoas investiga a existência de um plano para matar juízes e promotores que atuam no combate ao crime organizado no Estado.
As ameaças partiram do presídio federal de Catanduvas (PR), que abriga presos considerados perigosos de diversos Estados. Cerca de 30 detentos de Alagoas estão presos no local. Segundo a Secretaria da Defesa Social de Alagoas, o serviço de inteligência da Polícia Federal em Catanduvas detectou nas conversas entre presos do Estado um possível esquema para assassinar os magistrados e promotores. Os alvos são os cinco juízes que atuam na 17º Vara Criminal, especializada no combate ao crime organizado, e os promotores do Gcoc (Grupo de Combate às Organizações Criminosas). A informação chegou à secretaria há uma semana.
Em entrevista na tarde desta segunda-feira, o secretário da Defesa Social, Paulo Rubim, disse que os juízes e promotores tiveram a segurança reforçada e estão sob escolta de policiais do Estado. Um desembargador que deu recentemente uma decisão contrária a um grupo de traficantes do Estado também passou a ser escoltado.
O presidente da Associação Alagoana de Magistrados, Maurílio Ferraz, que esteve reunido com a cúpula da segurança do Estado hoje, disse que cabe à secretaria investigar se as ameaças procedem ou se são "desabafo de presos". "Não dá para desconsiderar informações como estas", disse. A PF está dando apoio às investigações. O Tribunal de Justiça de Alagoas não se manifestou sobre o caso.
INSEGURANÇA - Detento foge pela segunda vez do Presídio do interior do RS
Detento foge pela segunda vez do Presídio de Erechim este ano. Preso cortou grades da cela e pulou a cerca nas duas fugas em intervalo de três meses - Marielise Ferreira, Erechim | marielise.ferreira@zerohora.com.br - ZERO HORA, 09/08/2010.
Um detento do Presídio de Erechim, no norte do Estado, fugiu pela segunda vez este ano. Na manhã de domingo, Gleisson Luis de Lima, conhecido como Gleissinho, cortou a grade da janela da cela em que estava, alcançou o telhado do prédio e pulou a cerca que separa o presídio da rua. Conforme a Brigada Militar, o local da fuga ficaria fora do ângulo de visão da guarda externa.
Em 10 de junho, Lima já havia fugido da mesma forma, ficando mais de um mês foragido até ser recapturado numa cidade do Paraná. Gleissinho tem antecedentes policiais por homicídio, ameaça e lesão corporal.
Um detento do Presídio de Erechim, no norte do Estado, fugiu pela segunda vez este ano. Na manhã de domingo, Gleisson Luis de Lima, conhecido como Gleissinho, cortou a grade da janela da cela em que estava, alcançou o telhado do prédio e pulou a cerca que separa o presídio da rua. Conforme a Brigada Militar, o local da fuga ficaria fora do ângulo de visão da guarda externa.
Em 10 de junho, Lima já havia fugido da mesma forma, ficando mais de um mês foragido até ser recapturado numa cidade do Paraná. Gleissinho tem antecedentes policiais por homicídio, ameaça e lesão corporal.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
DESCONTROLE - FACILIDADES COM SÓCIO DE BEIRA-MAR DERRUBAM O DIRETOR DA PASC
Cai o diretor da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas. As fragilidades da prisão que deveria ser a mais segura do Estado derrubou do comando da cadeia o diretor Julio Cesar Souza Weigelt - Francisco Amorim. Zero Hora, 05/08/2010 | 17h51min
Dois dias após uma operação da Polícia Federal expor as fragilidades da prisão que deveria ser a mais segura do Estado, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) mudou, à tarde, a direção da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).
A descoberta de que o traficante Nei Machado comandava de dentro da cela sua quadrilha em Passo Fundo, usando outro preso como porta-voz, derrubou do comando da cadeia o diretor Julio Cesar Souza Weigelt. Em seu lugar, assume Ângelo Larger Carneiro, que estava a frente do Presídio Estadual de Rio Grande.
A mudança foi confirmada há pouco pelo superintendente-adjunto Afonso Auler.
Dois dias após uma operação da Polícia Federal expor as fragilidades da prisão que deveria ser a mais segura do Estado, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) mudou, à tarde, a direção da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).
A descoberta de que o traficante Nei Machado comandava de dentro da cela sua quadrilha em Passo Fundo, usando outro preso como porta-voz, derrubou do comando da cadeia o diretor Julio Cesar Souza Weigelt. Em seu lugar, assume Ângelo Larger Carneiro, que estava a frente do Presídio Estadual de Rio Grande.
A mudança foi confirmada há pouco pelo superintendente-adjunto Afonso Auler.
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